terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Tantra - O Caminho da Aceitação -

 



Terapia Tântrica

1- ACEITAÇÃO:

“O Tantra diz para aceitar tudo o que você é. Você é um grande mistério de muitas energias multidimensionais; aceite isso e se porte com cada energia com uma profunda sensibilidade, com consciência, com amor, com compreensão. Mova-se com ela! Então cada desejo se torna um veículo para ir além, cada energia se torna uma ajuda; então este mesmo mundo é o nirvana e este mesmo corpo é um templo sagrado, um lugar sagrado”. OSHO

Estamos caminhando olhando para o “ontem”, interpretando, significando e justificando a nossa vida passada, para entendermos quem somos.
Fazemos planos, traçando objetivos e metas que serão atingidas e levarão às transformações boas que acontecerão em nossas vidas no futuro, construindo este “amanhã” quando então estaremos felizes, prósperos e poderemos relaxar um pouco.

E hoje? O que vivemos hoje? Estamos vivendo realmente ou automaticamente? Cumprindo obrigações, “correndo atrás” e nos jogando exaustos na cama para dormir e reiniciar a mesma rotina no dia seguinte.
Para buscar a “felicidade rápida” , de fora para dentro, temos drogas, bebidas, comprimidos para melhorar o humor, esquecer a tristeza, para descansar, relaxar, para ter ereção, para ter prazer.

Estamos “saboreando” a vida no que ela apresenta de sabedoria, beleza, magia?
O sol continua nascendo e se pondo lindamente, a lua poderosa lá no céu, sua família, seu amor, seus relacionamentos. Onde você está?
Os “presentes” estão todos aí..

O tantra é inclusivo, o movimento terapêutico tântrico inicia-se pela aceitação profunda da pessoa por ela mesma. Para que esta aceitação seja consciente é necessário conhecer-se, sair do exterior e ir para o interior, centrar-se no sentir.

A Terapia Tântrica facilita a retomada do estar no “aqui e agora”, trazendo à consciência os desajustes que foram provocados por esta ansiedade do dia a dia, que estão em desarmonia com equilíbrio desejado pela pessoa.

Como ferramentas, uso técnicas de meditação apropriadas, exercícios, dinâmicas e massagem específica com a respiração adequada.

Inicia-se a interiorização com a aceitação, permitindo e observando o tagarelar da mente.

O contato com os pré-conceitos, julgamentos, crenças e padrões que estão presentes em nossa mente, nos trazem à consciência os sentimentos limitantes da liberdade, da alegria, paz e do prazer de cada um.

Após a tomada de consciência iniciamos amorosamente, o caminho da aceitação, transformação e superação de cada um dos limites.


O tempo de duração depende de cada processo, da disponibilidade de cada um de encontrar-se, permitir-se e amar-se.
O retorno ao equilíbrio interior, o sentimento de prazer que brota de dentro para fora, trazendo alegria de viver, farão com que a pessoa se torne mais amorosa e valorize a simplicidade e a beleza da vida.
Esta melhora na auto estima, facilita o relacionamento com outras pessoas e promove o bem estar físico e mental.

A Terapia Tântrica age como terapêutica auxiliar e não se propõe a curar doenças, distúrbios ou depressão.

Sou grato pela sua disponibilidade.
Amorosamente,
Daniel Carletti

www.instagram.com/daniel_tantralotus

Minha Visão de Terapia Tântrica -

 
“Sobre Tantra”... Terapia Tântrica

Informações transformam-se em conhecimento, quando você absorve com a mente, linearmente.

Armazenados pela mente, ficam em nossa “biblioteca” e tem geralmente a finalidade de: gerar riqueza, poder, trabalho, influência, traumas, doenças... depende de quem assimila e como é assimilado.

Nossa busca é por aceitação, amor e prazer! Esta busca é interna.

Existem, em alguns casos, dificuldades a transpor para as pessoas terem mais prazer em sua vida sexual e com a sua sexualidade:

O mundo moderno e "suas Pílulas de Prazer" estão deixando as pessoas mais inseguras com as suas possibilidades de performance e satisfação na sexualidade.

A ansiedade nos faz apressados, algumas vezes...

O stress nos deixa anestesiadas em outros casos...

Medicamentos e enfermidades agem na nossa conexão com o orgasmo e ou a ereção.

Estamos sem tempo e sem vigor para um maior contato com as nossas possibilidades reais de prazer...

Nunca aprendemos a ter contato íntimo com o nosso prazer e o nosso corpo...

O sexo é condenado pelas religiões e isto fica marcado em nosso
inconsciente...

Quem nos ensinou também não sabia muita coisa sobre o assunto...

Memórias de abuso nos trazem desconforto...

Sou uma pessoa satisfeita com a minha performance? Tem mais que isso?...

Existem céus sobre céus neste assunto.

As possibilidades são natas, trazemos os registros em nosso corpo.

Os exercícios para contato são mais simples e fáceis do que pensamos.

Gotas de simplicidade e amor que tocam em algum lugar lá dentro do ser e são sentidas como a manifestação do Divino, a nossa conexão com a própria energia do prazer.

Quando a informação é SENTIDA pelo corpo, atinge profundamente o SER.Quando a informação é celular, sutil e profunda, ela toca você, será uma transformação, você não será o mesmo de antes, você “sente e sabe” algo mais....

Este é o Caminho Tântrico.Todos possuem esta capacidade!

Trabalhamos no interior, de dentro pra fora, uso a massagem tântrica como uma de minhas ferramentas! Existe muito mais que a massagem neste caminho, trabalhamos a respiração, a consciência das crenças e padrões, dinâmicas e exercícios para o desenvolvimento de cada um conforme seus objetivos e necessidades.

Ir além, passar do conhecido, sem garantias, ser mais arrojado ou arrojada.
Respirar e ir para o coração, reconhecer a mente tagarela.
Deixar aflorar as dificuldades e medos.Curá-las com amor.
Livrar-se dos preconceitos.
Observar as crenças, com paciência e empenho no processo.

Observando as mudanças e avanços no passo a passo é o caminho para o Prazer de Viver

Trabalho com Homens, Mulheres e também com Casais.

Este é o objetivo da “Terapia Tântrica” que eu aplico.

Cada dia mais fundo...

Entrar na Energia Sexual, sentir o prazer, respirar e deixar o prazer espalhar-se pelas suas células,através da descarga elétrica, a energia vibracional tomar o seu corpo, reconhecer , entrar em contato com esta energia.
Trabalhar com o coração, através do corpo e sem se deixar levar pelos padrões mentais é começar a trilhar o caminho para ir além do cognoscível.
Entrar no reino das possibilidades desconhecidas, o grande escuro e ao mesmo tempo a grande luz!

A Luz do Divino em Você .

O Passo...

 



O nascer de um novo dia de luz após as sombras da noite, representa a simplicidade cíclica de nossa vida.

Ah!! quantos de nós somos atentos a isso, acostumados que estamos com este corriqueiro acontecimento que existe desde sempre...

Assim é a nossa vida, o simples, fácil e o belo nem sempre são notados e valorizados...

Somos muito ocupados e temos muito o que fazer!!

Afinal isso seria viver no agora, no momento presente e não há tempo. Temos que analisar o passado e pensar no futuro.

"A vida não é fácil", "Como será o amanhã se eu não correr e for rápido na construção do meu futuro e da minha família?" "Felicidade são momentos."

O Universo nos dá shows diários de beleza, plenitude e transformação e nos mostra que independe do que achamos ou sentimos, o show está aí!!

Como a nossa energia , a nossa existência, ela está aí... sempre esteve!
O significado que lhe damos e o uso que fazemos dela é nossa responsabilidade, estamos repetindo padrões e crenças vamos conseguir os mesmos resultados.
Se estamos satisfeitos, ótimo!

No entanto, existem possibilidades de caminhos que ainda não trilhamos, principalmente o caminho para dentro de nós mesmos, o "Caminho do Coração".

A Terapia Tântrica, é um produto dos meus estudos e vivências, nos últimos 12 anos e como entendo e realizo é baseada na propriocepção, no mergulho nos sentidos para chegar aos sentimentos, ao SER.

Através do sentir e não do saber, do ser e não do ter, fazemos juntos um caminho para dentro à busca da essência , dentro do que lhe é possível, gradativamente aprofundado-se passo a passo.
Usamos, respiração, meditação ativa e passiva, massagens e vivências, de acordo com o momento.
A energia da kundalini e seu re-conhecimento ajudarão no caminho.

A disponibilidade, abertura, aceitação e amorosidade darão a profundidade e significação do trabalho.

Acredito na predisposição de todos os seres para o amor , alegria , abundância e saúde.

Aqueles que tiverem a ousadia e coragem de encontrar-se com a sua sombra para chegar à luz, para seguirem um caminho para dentro e de dentro para fora, são os que estão prontos para compartilhar e usufruir deste trabalho.


Amorosamente,
Daniel Carletti

VOCÊ É O CENTRO !

A Luz que procura está dentro!
Entre em contato íntimo com seu ser, seu prazer e sua energia e começará a achar as respostas.
Fora nós temos riquezas materiais e ansiedade !
Por que que um dos países mais ricos do mundo é também , hoje um dos mais infelizes, com pessoas depressivas, obesas e tristes?

Faça contato com a pessoa mais importante do mundo... VOCÊ .
O Tantra traz este conhecimento que foi escrito por sábios orientais a mais de 6.000 anos!
A Energia Divina Sagrada da Criação está DENTRO, faça contato!


Após o reconhecimento desta energia interior e a consciência , através do sentir de que você é parte da Criação, a simplicidade de SER começa a fazer parte da sua vida.


O TER passa a um outro plano e a vida a partir do Centro faz mais sentido, o transbordamento do amor, faz com que os que estão ao redor se sintam bem e felizes com a sua presença.

Através de Exercícios, Dinâmicas, Observações e outras ferramentas este contato íntimo é possível.


 Mestre Osho  em Tantra a Suprema Compreensão 


...Todos nascem livres, porém morrem em cativeiro.


No início da vida há total desprendimento e naturalidade, depois entra a sociedade, surgem as regras e os regulamentos, amoralidade , a disciplina e muitos tipos de treinamento.


Assim, o desprendimento e a naturalidade, bem como o ser espontâneo, estão perdidos. Cada qual começa a reunir em torno de si uma espécie de armadura. Cada qual começa a tornar-se mais rígido. A suavidade interior já não é mais visível.


Na fronteira do ser, cada qual cria um fenômeno parecido a uma fortaleza para se defender, para não ser vulnerável, para reagir, para ter segurança - a liberdade está perdida. 


Cada qual começa a olhar nos olhos do outro : Sua aprovação, suas negações, suas condenações, suas apreciações vão se tornando cada vez mais valiosas.


Os Outros  torna-se o critério e todos passam a imitar e a seguir Os Outros, porque todos têm de viver uns com os outros. ...

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A diferença entre o Tantra de Isis no Brasil e o Método Deva Nishok Por Daniel Carletti

 


 

 

O método Deva Nishok de Massagem Tantrica ( Segundo o site redemetamorfose.org ) é feito através de manobras especialmente elaboradas, aos poucos, o(a) terapeuta vai “acordando” aspectos sensoriais bioelétricos no corpo do cliente. Estes impulsos elétricos vão sensibilizando músculos e desencadeando uma reação orgástica intensa e prazerosa, de origem neuro-muscular. Estas descargas produzem a sensação orgástica, aquilo que chamamos de “Orgasmos Secos” (sem ejaculação) e “Orgasmos Perenes” (sem declínio após o clímax), tanto nos homens como nas mulheres.

As incríveis descargas elétricas se apropriam do corpo ao longo da massagem, e disparam mecanismos que alteram a percepção e produzem um efeito que denominamos de Supraconsciência – um estado alterado de percepção e consciência, um estado profundamente meditativo. A pessoa acessa o seu aspecto divino, sua transcendência, a alegria verdadeira que vem de seu coração, de sua alma.

Existem quatro níveis de Massagem, no Método Deva Nishok, além de um quinto nível de desenvolvimento onde aplicamos Meditações e Práticas da Terapêutica Tântrica. Sugiro que o desenvolvimento seja realizado progressivamente a partir do primeiro nível:

Nível 1 - Sensitive Massagem, a eletricidade do corpo é despertada. Descobre-se que o orgasmo não é circunscrito aos genitais, mas que todo o corpo é orgástico e permite uma qualidade enorme de prazer

 Nível 2 - Êxtase Total Massagem, inicia-se com os estímulos utilizados no nível 1 e, uma vez que a eletricidade agora está desperta, é conduzida em direção aos genitais, de forma potencializada, onde a energia é intensificada com trabalhos específicos focalizados no Lingam (Pênis) ou na Yoni (Clitóris e Vagina). Não há mobilizações internas na vagina, apenas externas. As mobilizações penianas são suaves, de extensão longitudinal.

No Nível 3 o trabalho é focado, superdimensionado e intensificado no Lingam (Pênis) ou na Yoni (Clitóris e Vagina). É importante frisar que estas manipulações genitais são técnicas que nada tem a ver com a masturbação, e sim com estímulos estudados e especificamente aplicados com o objetivo de aumentar o aspecto sensorial da região genital, proporcionando um tipo de prazer e estados alterados de percepção e consciência nunca experimentados nas manipulações usuais masturbatórias ou sexuais.

Nível 4, a G-Spot Massagem para mulheres e a P-Spot Massagem para os homen.Nas mulheres, o Ponto G fica localizado na parede anterior da vagina, uma área localizada em uma glândula que envolve a uretra que, quando estimulada com a pressão adequada, permite também a percepção de uma angulação saliente do osso púbico, a cerca de 3 a 5 cm da entrada da vagina.

O Ponto G masculino , chamado de ponto prostático ou “Ponto P”. Localiza-se na glândula de próstata, que fica abaixo da bexiga e atrás dos testículos. Quando o homem está excitado, o músculo chamado Pubococcígeo (um músculo que se prende ao púbis e circunda órgãos como a bexiga, a uretra e o reto, sustentando-os), aperta a próstata. Esta pressão na próstata é que é a responsável pela sensação de prazer.

Nível 5, a pessoa é atendida em Terapêutica Tântrica. A Terapêutica Tântrica da Comunna Metamorfose oferece condições de tratamento para homens, mulheres e casais. Os resultados são rápidos e eficientes. Este atendimento é indicado para a resolução e cura de stress, ansiedade, depressão, disfunções sexuais, falta de libido, ejaculação precoce, anorgasmia, impotência, insensibilidade clitoriana e vaginal, e vaginismo.

Tantra de Isis e o desenvolvimento no Brasil.

 

Pra começar a falar de Tantra, primeiramente é necessário falar sobre Yoga e o que li ou o que Assisti em inúmeras palestras e vídeos, é que: Yoga é um grupo de práticas e disciplinas físicas, mentais e espirituais que são mais conhecidas como originárias da Índia, mas, de fato, já existia no Egito e já se sabe que muitos elementos da cultura Indiana receberam influência do Egito através de mercadores e do Vale do Indu (como a figura de Hórus nascendo do Lótus Azul é anterior a de Buda no Lótus). Que ambas possam ter se desenvolvido independentemente também é possível, mas a geografia torna mais razoável uma influencia, entre outros elementos. Antes do surgimento destas disciplinas na Índia pouco antes de 1000 a.C., várias práticas já existiam nos Templos Egípcios em paredes e papiros desde 10.000 a.C a 300 a.C. e antes. Exemplos: O Templo de Hetheru, 800-300 a.C que mencionei em uma das minha lives, No Antigo Egito, essa disciplinas se chamavam Tjef Sema Paut Netjeru, que significa “Movimentos que promovem a união com deuses e deusas”. Em Sânscrito, Yoga vem da raiz yuj e quer dizer “unir”. Em egípcio existia uma palavra semelhante, Sma, ou Sema Heru-Set, que representa a união das duas terras do Egito e também da dualidade, onde Hórus e Set são unidos através de dois pulmões e uma traqueia, simbolizado a dualidade sendo levada para uma única consciência singular.
Então no sentido literal Yoga é a consciência individual voltando a fonte original, a essência original, que transcende todas as tentativas intelectuais e mentais de compreensão, mas que é a natureza essencial de tudo na Criação. Apesar que no Budismo e no Ocidente, Yoga é vista como separada de religião, as duas são ligadas em muitos pontos originalmente.
Tantra é um termo em sânscrito que significa “estender” ou qualquer aproximação sistemática a um tema, como texto, teoria, sistema, método, instrumento, técnica ou prática, que procura estender o entendimento limitado do ego para a criação inteira e surgiu como tradição no Hinduísmo e passou para Budismo pelo meio do primeiro milênio. Vajrayana ou Budismo Tântrico são práticas que surgiram na Índia Medieval mas já existiam na Índia em períodos pré-védicos, antes de 1.500 a.C, dentro do Hinduísmo.
Tantra Yoga é um sistema de Yoga que busca promover a re-união entre o indivíduo e a Realidade Absoluta, e, finalmente, o Cosmos como expressão do Absoluto. Desde que a natureza é uma expressão de DEUS, isso dá pistas sobre a realidade subjacente que a sustenta e a maneira de alcançar a sabedoria, ou seja, a transcendência dela. O ensino mais óbvio e importante é que a natureza, a criação é composta por pares de opostos: alto-abaixo, aqui e ali, quente e frio, homem-mulher, Ying-Yang, etc. A interação desses dois complementares opostos por meio de termos chamamos vida e movimento. Isso é explorado de maneira muito complexa dentro da dialética platônica, principalmente em Plotino e Proclus.
A percepção (sabedoria) na verdadeira natureza da realidade nos dá uma pista sobre o modo de perceber a unidade da criação dentro de nós mesmos. Tantra é um reconhecimento da natureza masculina e feminina da Criação como reflexo da natureza masculina e feminina das duas primeiras emanações do Divino que foram reunidos
para criar o universo através do Demiurgo (o meio-termo entre eles, o Criador). Ao re-unir os princípios masculinos e femininos em nossos próprios corpos e mentes, podemos alcançar a unidade que está subjacente à nossa aparente manifestação como homem ou mulher. Portanto, o termo Tantra significa criar uma ponte entre os opostos e, ao fazê-lo, os opostos se dissolvem, deixando a consciência unitária e transcendental. A união do homem e da mulher podem ser efetuados por dois indivíduos que adoram a Deus através da percepção da manifestação de DEUS um no outro ou por um indivíduo que procura união com DEUS através da união com o seu princípios espirituais femininos ou masculinos, respectivamente, dentro de si mesmo. Todos os homens e mulheres têm princípios femininos e masculinos dentro de si mesmos e no curso Tantra de Isis é justamente isso que estamos trabalhando ali nos dois dias.
No sistema filosófico egípcio, todos os princípios de Neteru ou de Deus emanam daquele UM Absoluto. Quando esses princípios são criados, eles são representados como tendo um princípio masculino e feminino.
Todos os objetos e formas de vida aparecem na criação como masculino ou feminino, mas subjacente a essa dualidade aparente, há uma unidade que está enraizada na consciência pura da unicidade, a Consciência do Divino Transcendental, que subjazia e apoia todas as coisas. Realizar essa união conscientemente profunda é o objetivo supremo.
No tantrismo, o simbolismo sexual é usado frequentemente porque estas são as imagens mais poderosas denotando os opostos da Criação e o desejo de unificar e tornar-se inteiro, pois a sexualidade é o desejo de unidade e auto-descoberta, embora limitado a relações físicas pela maioria das pessoas. Se esta força é entendida, aproveitada e sublimada, levará à unidade da mais alta ordem que é unidade com o Eu Divino.
Yoga Tântrico não é “Yoga do Sexo”. Essa é a forma que ele mais aparece após o século 17 em termos como ‘Tantra da mão esquerda” por pessoas que simplesmente usaram a ignorância das outras pessoas em benefício sexual próprio. Os três caminhos do Tantrismo, o Dakshina-marga (caminho da mão direita) o Vama-marga (caminho da mão esquerda) e o Kula-marga (caminho da Kundalini). O primeiro é o mais conservador e original, inclui meditações e adoração do Divino sob suas manifestações femininas. O segundo inclui intercurso sexual com desapego, mas esse desapego foi distorcido posteriormente, principalmente no Ocidente. É dificílimo achar uma imagem de Kali que não tenha sido ocidentalizada no conceito de “Yugas” como entendido por Evolianos e outros “perenialistas”! A imagem original, que coloquei aqui, na qual Kali está sentada no falo de Shiva, é dificílima de encontrar; no Ocidente costumam retratá-la PISANDO sobre Shiva. O terceiro é praticado pela seita Kula é equivalente ao Poder Serpentino do Egito. Mantras, Mudras, Mandalas, e Yantras, que são comuns no Hinduismo, Yoga, e Budismo Vajrayana todos se iniciaram em disciplinas Tântricas e já existiam no Egito.
Características fundamentais do hinduísmo ocidentalizado em termos hindus: o hinduísmo moderno e ocidentalizado é essencialmente uma forma modificada de Advaita Vedanta, embora ISKON, os famosos “Hare Krishna” (uma seita dualista), o Brahmo Samaj, Arya Samaj, o Hinduísmo Gandhi e, na verdade, quase todos os principais movimentos religiosos hindus desde 1800 pode ser caracterizados como hinduísmo ocidentalizado, hinduísmo anglicizado ou neo-hinduísmo. Normalmente enfatiza Bhakti e/ou Karma Yoga. O Tantra, especialmente o caminho esquerdo Tantra, está visivelmente distorcido com enfoque em controle sexual sobre outros, desapego e ejaculação seca. A maioria dos neo-hindus vê o hinduísmo tanto como uma religião específica como também como um quadro meta-religioso, que engloba todas as religiões. O texto mais popular neste ramo do hinduísmo é o Bhagavad Gita. Isso abrange a linhagem hindu, mas há, claro, uma linhagem ocidental também. É também o produto de uma mudança violenta e rápida na ordem social indiana – o advento do colonialismo britânico e, eventualmente, o capitalismo moderno. O Raj britânico concedeu um papel privilegiado aos valores cristãos e aos conceitos ocidentais. A partir de cerca de 1858, quando a British East India Company foi forçada a transferir o poder para a monarquia britânica, os britânicos começaram a injetar mais ativamente seu modelo de civilização no subcontinente. A imposição de instituições e leis políticas britânicas sobre a sociedade indiana, o estado de apoio dos missionários britânicos, o incentivo estadual à educação do convento e outras formas de educação britânica e a seleção de Brahmins conservadores e ortodoxos para uso na escrita e interpretação do que se tornou ” Lei anglo-hindu “, e a aplicação uniforme dessa lei a toda a sociedade hindu, são exemplos dessa mudança súbita na sociedade tradicional hindu.
Pode-se perguntar: o que exatamente faz o hinduísmo tradicional tão substancialmente diferente do hinduísmo ocidentalizado? Qual é o substrato do hinduísmo tradicional?
Eu suspeito que a maioria da tensão observada, a contradição, a disputa interna e as distinções internas dentro da tradição hindu decorrem da rivalidade às vezes amigavelmente, às vezes hostil, entre o que chamamos Tantra e Vedanta. No hinduísmo tradicional, ambos desempenham papéis significativos, talvez iguais. No neo-hinduísmo, o Tantra foi mais ou menos extirpado ou distorcido pelos complexos e parafilias sexuais ocidentais. Paradoxalmente, acaba acontecendo que para conhecer melhor o Hinduismo, é melhor estudar OUTRAS religiões antigas que possuem conceitos semelhantes do que o próprio Hinduismo ou como ele se apresenta hoje em várias faces através de várias escolas e interesses. O primeiro e mais poderoso inimigo que o entendimento original do Tantra encontrou foi a Religião Védica Brahminica. Agora é um bom ponto notar que a sexualidade do Tantra não implicam o hedonismo, consumo diário de drogas poderosas, nem o “amor livre” ou movimento às vezes associado ao Neo-Tantra Ocidental. As práticas tântricas sexuais e extáticas foram feitas em contextos rituais específicos destinados a maximizar o potencial espiritual desses atos. Embora o Tantra tenha influenciado as sociedades que parecem exibir mais tolerância em relação à sexualidade e ao hedonismo, a abordagem “não segura” é limitada a contextos rituais, e não deve ser realizada por todos os praticantes. No entanto, essa distinção não era, e ainda não é particularmente importante para os observadores britânicos iniciais de práticas tântricas, ou para Evolianos. Sua resposta negativa ou eufórica era previsível e, sem dúvida, ampliada pelo fato de seus principais contatos hindus locais serem ortodoxos brâmanes védicos.
Na mitologia egípcia antiga, Deus na forma primordial antes da criação, é apresentado como uma Fonte andrógina (composto de metades masculinas e femininas). Depois da criação, Divindade foiapresentada como uma separação dessa essência original no princípio masculino e feminino e em todas as outras qualidades da natureza. No entanto, o entendimento está sempre presente, mesmo que o mundo pareça estar cheio de opostos (de cima para baixo, bem-ruim, aqui-lá, homem-mulher, etc.), na realidade, todos os objetos dentro da criação são compostos da mesma essência subjacente. Portanto, essa aparente multiplicidade é uma espécie de ilusão e o oceano primitivo que existia antes da multiplicidade, ANU, na realidade, nunca deixou de existir. Este mundo de dualidades aparentes é, na realidade, a expressão do único Ser Supremo singular. Esta é a declaração profunda apresentada pelo
Yoga Tântrico.
Daniel no curso então não tem massagem?
Claro que tem, através das praticas de massagem é que vamos conseguir ir para dentro de si, vamos “amolecer” nossas couraças e deixar nosso corpo falar e assim nossa “kundalini” acordar e se movimentar entre nossos Chakras.
Tambem preparado por mim temos um ritual de entendimento da morte para Osiris e Isis onde todos os participantes podem entrar em comunhão com um ente querido e ter a oportunidade de conversar com essa pessoa, deixar ela ir , se despedir, ou ate mesmo trazer uma boa lembrança dessa pessoa com amor e consciência.
Tantra de Isis é a oportunidade de você se tornar um curador e não um cuidador.
Não é somente sobre técnicas de massagem, é sobre reaprender o poder do toque, sem interesses, sem pressa, com amor e consciência acima de tudo.
A “posição Kali” apresenta Shiva e Shakti (Kundalini-Prakriti) em união divina. Tal como acontece com Isis e Osiris do Egito,Shiva é o aspecto passivo e masculino que “dá” a vida essência (espírito) e ímpeto criativo e Shakti é energia, criação, o aspecto ativo do Divino. Assim, a Criação é semelhante à idéia de o Divino fazer o amor com ele próprio. Isso é um pouco diferente do que vemos na tradição Grega; onde o masculino – a monada – é ativa, e o feminino – a díade – é passiva. Mas é pq entre os Gregos, eles estão falando do processo Hipercósmico, na primeira divisão entre a Monada e Díade do Um; a Díade nesse caso é como o Mar do Caos dos Egípcios, por sobre quem soprou-se o Espírito da Monada. Já na tradição Indiana, eles estão falando do processo a nível CÓSMICO-ENCÓSMICO, ou seja, já definidas as dualidades, e aí é como com Isis e Osíris. Shiva e Shakti são a verdadeira essência do ser humano, composto de espírito e matéria (corpo), e a união representa o mesmo meio-termo que a Alma. No aspecto encósmico, ou seja, já dentro da criação, a fêmea está na posição “ativa” enquanto o macho está na posição “passiva”. É por isso que no Egito GEB é a Terra e Nut o Céu.
Assim como a terra é sedentária e o céu é dinâmico, também são as divindades representadas dessa maneira na iconografia do Oeste (Africa) e do Leste (Índia). Observe que as divindades femininas são sempre na posição superior nessas culturas. Isso é clássico no misticismo oriental e Egípcio. É um reconhecimento que o espírito (aspecto masculino) é sedentário e eterno, enquanto a matéria, o aspecto feminino, está em movimento perpétuo, constante fluxo, e os dois se complementam e se completam.
No caso dos Pilares Asiáticos Ashokan, o pilar com o triplo Leão, existe também sua pouco conhecida contraparte Egípcia e Sudanesa. A deidade Egípcia-Etiópia Apedemak, também é um conceito leonino triplo presente no Egito.
Essa trindade leonina simboliza a natureza do Divino, que é a fonte e sustentação – o pilar – dos três mundos, o Físico, o Astral, e o Causal, ou seja, Sublunar, Celestial, e Empíreo e os três estágios da Iniciação, a Ignorancia, Aspiração, e Iluminação.
A versão Indiana destes conceitos é mais conhecida simplesmente porque ainda é praticada, o que não significa que não tenham sofrido distorções através do Orientalismo e por serem o meio pelo qual o Ocidente tomou conhecimento destas práticas. Ainda existe um vasto mundo a ser explorado nesse sentido no Antigo Egito.
 
Referencias para esse texto. Site Rede Metamorfose, O manuscrito de Madalena e o filme de olhos bem fechados.

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Possuir uma mulher




Antes era pecaminoso e vergonhoso a mulher sentir prazer, agora ela “tem” que ter prazer para o parceiro sentir-se o poderoso sedutor.
sim, o homem cobra da mulher o prazer, o gozo para garantir que seu papel é perfeito, ele não apenas possuí a mulher, mas é tão poderoso que a faz sentir prazer.
Esse é o enfoque para muitos.

“Eu dou prazer a minha parceira”.
Aliás os termos associados ao ato sexual denotam bem como ele é encarado.
“Possuir uma mulher”; “Fazer amor”; são dois termos que revelam a profunda incompreensão por detrás da sexualidade. Pensem nos outros!

Não podemos deixar de lembrar que existe um componente biológico, instintivo no sexo, regulado por hormônios e mecanismos outros puramente ligados a continuidade da espécie.

Como Tantrista gostaria de abordar a sexualidade neste post.

O renascimento do feminino pode nos levar a um novo enfoque da questão sexual.

Novamente gostaria de lembrar que considero o renascer do feminino como algo muito importante não só às mulheres, mas também a nós homens que podemos recuperar o contato com nossa anima em toda sua amplitude e assim recuperar nossa condição de homens, perdida quando a civilização dominante nos limitou a sermos machos.
Mas o homem ao dominar o mundo impôs também quais seriam os arquétipos permitidos a mulher, assim a mãe se tornou a via predominante, ao lado da virgem.
A mulher pode então ser mãe, ou ser pura e virgem, mas é desprezada, de forma explicita ou implícita se ousa aderir a outros arquétipos, não oficiais.
Antes de mais nada o que é o Tantra?
Sob este termo existem linhas tão contraditórias que seria bom começarmos por estabelecer o que entendo por Tantra.
Ao contrário das religiões que conhecemos, alguns ramos orientais não colocam o sexo como algo pecaminoso ou maligno.
Consideram que o sexo, como algo dotado de poder, pois é capaz de gerar uma vida, coisa que você nunca conseguiria rezando, por exemplo.
Como dizia um ocultista que conheci, com seu jeito irreverente:

- “Reze trinta terços ao lado de uma mulher e ela quando muito dormirá, mas uma única relação sexual concluída e o milagre da vida se manifesta.”

Para entendermos o Tantra temos de compreender certos paradigmas das culturas que o adotam.A visão do ser humano é um dos pontos fundamentais.
Para o mundo racionalista o ser humano é um conjunto de átomos que se organizaram em moléculas que se organizaram em organelas, que se organizaram em células, que se organizaram em tecidos, que se organizaram em órgãos que se estruturaram num organismo.
A visão mecanicista ainda dominante no pensamento científico, dentro da qual somos apenas máquinas complexas, compostas de partes que se juntam e criam um corpo.
Assim faz parte dos instintos, uma espécie de “programa” dessas máquinas, estabelecer um conjunto químico de estímulos e respostas que levam um homem a procurar uma mulher e a liberar dentro dela seu sêmen para que os genes se encontrem e a vida continue.

Essa abordagem nada tem a ver com a visão de outros povos que consideram presente no ser humano um outro aspecto, algo que podemos chamar de espiritual, embora este termo também tenha sido muito deturpado.Note que as religiões mais conhecidas apenas citam que existe um algo a mais no ser humano, confusamente chamam esse algo a mais de “alma” ou “espírito” e o contrapõe ao corpo.
Nas religiões oficiais a alma é algo que pode se salvar ou se perder pela eternidade se o seguidor acata ou não as verdades prontas que a religião lhe dá.
“Aceite sem questionar nossas verdades e será salvo, questione e penará no fogo eterno.”
No fundo esse é o regulamente implícito na maior parte das religiões.
Ainda, para uma grande maioria dos seres, mesmo entre os tidos por “esotéricos” o corpo é o veículo impuro e imperfeito onde a alma está “presa” neste mundo de dor e sofrimento.
Assim negar o corpo e seus “desejos” impuros é o objetivo mais ou menos confesso de muitos, e, por extensão, o sexo faz parte das impurezas a serem “sublimadas”.
Para os xamãs e certos ramos do misticismo oriental somos muito mais que isso.
Somos um todo complexo , energia em vários graus de manifestação.
Essa energia é dual, não em oposição, mas em complementação.
Assim o corpo físico é a densificação de uma outra realidade, uma realidade que podemos chamar de energética sutil.
Dentro do conceito físico moderno, que matéria é apenas energia condensada, fica mais claro, quer falemos do corpo físico quer de sua contraparte energética, que estamos apenas falando de dois aspectos de um mesmo fenômeno.
Num mundo onde sabemos que a luz e o elétron é um fenômeno complexo que se manifesta ao mesmo tempo partícula e onda fica mais fácil lidar esse aparente paradoxo.
Assim como o gelo e a água num copo são dois estados diferentes da mesma substância o corpo de energia e o corpo físico são dois estados diferentes da mesma energia universal, atuando em meios distintos, mas mutuamente equilibrados.
Mas cada um desses dois planos tem suas leis e suas peculiaridades, entretanto não se opõe, complementam-se.

Em nenhum momento o puro misticismo apóia a divisão esquizofrênica que se estabeleceu entre corpo e espírito.
Para podermos de fato entrar em níveis mais amplos de consciência, nos chamados estados amplificados de consciência, ou ainda, nos estados de consciência intensificada precisamos de energia.
E aqui uma analogia pode nos ser útil.
Os elétrons ao redor dos núcleos atômicos não estão aleatoriamente distribuídos, mas existem áreas que eles tem a tendência de existir.
Essas áreas são chamadas de orbitais.
Para um elétron passar de um orbital mais perto do núcleo para outro mais distante ele precisa ter energia para isso.
Analogamente dizemos que a percepção para ir a níveis mais amplos de consciência precisa ter energia.
Sabendo o imenso poder do sexo fica claro que podemos dele tirar essa energia que necessitamos.
Estamos num campo científico, não o cientificismo estreito, mas ciência no sentido de conhecimento acumulado por observação e experimentação.

As religiões conhecidas são extremamente moralistas e se baseiam apenas em dados morais absolutos para falar de evolução.
A ciência dos iniciados, dos yogues, dos budistas esotéricos, dos lamas e dos xamãs tem um aspecto ético sem dúvida, mas vai muito mais além.
Sabe que estados mais amplos de consciência são atingidos por trabalhos específicos que envolvem a ampliação da energia pessoal.
Dois caminhos existem àquele que deseja ir a estes níveis mais amplos de consciência, não ocasional e acidentalmente, mas de fato nele mergulhar e aí viver. (texto:

GUERRERO)