quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Tantra - Á Luz do Vidya Yoga e do Hinduísmo

 



                          TANTRA – Á LUZ DO VIDYA YOGA E DO HINDUÍSMO 


Os mestres do vidya yoga falam sobre o conhecimento milenar do tantrismo, a arte espiritual do amor e do comportamento humano com um sistema filosófico e psicológico voltado para o autoconhecimento e a auto-realização. 

Tantra é um termo sânscrito que deriva da raiz tan (extensão) e que significa literalmente “tecido, teia, trama, regra, ritual, comportamento”. O Tantra é conhecido como uma ágama, isto é, uma tradição devocional ou doutrina filosófico-religiosa que dá poder e valoriza o aspecto feminino personificado em Shakti. 

Shakti é a energia feminina ou negativa, no sentido de polaridade. Shakti também pode ser traduzido como “esposa”. O tantra é a criação da expressão comportamento da índia antiga, com diversas divisões, entre elas a escultura, a pintura, a poesia, a arte em geral, a sexualidade, a psicologia, a dança, etc. Segundo George Feuerstein, o tantrismo é o ápice de milênios de experimentação yogi entre o corpo e a mente. Portanto, trata-se de um estudo profundo do comportamento humano: um estilo de vida que toma por base a liberdade do corpo e da mente para se atingir a espiritualidade plena. 

Todavia, essa liberalidade não é num sentido pejorativo de orgia, como alguns fazem crer, mas num sentido infinitamente mais consciente e profundo. O tantra é liberdade de expressão, de pensamento e de sentimento; é uma forma de expressão livre de obstáculos e impedimentos que são condicionados pelo falso moralismo de uma sociedade; é uma maneira de pensar, agir e sentir de acordo com a consciência tranqüila, com espontaneidade e naturalidade. Não é uma religião, mas uma doutrina filosófico-religiosa ou filosófico-espiritualista. 

Tantra também é o nome dado ás escrituras do budismo varja yana e do hinduísmo tradicional, e também é conhecido como “A Arte Espiritual do Comportamento e do Amor”, segundo alguns mestres hindus. A iniciação tântrica, chamada da Diskha, e de extrema importância, porque o Tantra Shastras – obras de profundo conhecimento espiritual – abordou uma linguagem iniciativa e bem elaborada, não permitindo que curiosos tomem conhecimento do verdadeiro sentido doas palavras transmitidas. Somente um sádhaka (praticante) sério ou um tantra guru (mestre de tantra) é que poderá compreender. 

A linguagem adotada é denominada shandhya bháshya ou “dissertação silenciosa”. Por esse motivo, o tantra só deve ser praticado com auxílio de um mestre competente (e não por patifes). O mestre reconhecerá a classe a que pertence o futuro discípulo, que será enquadrado dentro dos requisitos necessários para a prática tântrica. A iniciação elimina o véu do mistério que a envolve e capacita o discípulo a captar a verdade oculta nos textos antigos. 



A PRÁTICA – TANTRA SÁDHANA 

Sádhana, em sânscrito, significa literalmente “prática ou ritual”. É a seqüência que ajuda o discípulo a se auto-realizar no caminho do tantra; é um meio para se conquistar a meta da vida humana completando esse nível de evolução no qual nos encontramos. O sádhana é o que produz o siddhi, os poderes psíquicos imanentes do homem. 

De acordo com os ágamos hindus, há 108 tantra. Cada um possui básica e teoricamente, Nove divisões (navanga tantra), a saber: 

1.Jñana ou vidya = conhecimento avançado e técnicas de auto-conhecimento 

2.Yoga = prática propriamente dita 

3.Kriya = rituais específicos e técnicos 

4.Puja = reverências ou saudações 

5.Nyása= formas de identificação (técnicas psicológicas avançadas) 

6.Múdras= gestos 

7.Bhuta Shuddhi = técnicas de purificação dos elementos e domínio de kundaliní. 

8.Yantra= simbologia iniciática 

9.Chárya= o comportamento ou conduta. 



AS PRÁTICAS TÂNTRICAS SÃO DIVIDIDAS EM QUATRO ETAPAS: 

1.Mridu tantra sádhana = prática inicial ou moderada. 

2.Mádhya tantra sádhana= prática mediana ou regular. 

3.Adhimátra tantra sádhana= prática adiantada. 

4.Adhimátratáma tantra sádhana= prática avançada ou superior. 



A DIVISÃO DO TANTRA 

A prática (sádhana) é comumente dividida em sete caminhos ou tendências diferentes; as mais importantes e mais praticadas são as três primeiras, a saber: 

1* shaivachára tantra= seguidores da linha tradicional shivaíta. 

2* Dákshinachára tantra = seguidores da linha branca 

3* Vamachara tantra = seguidores da linha negra. 

4* Vedachára tantra = seguidores da linha védica. 

5*Vaishnavachára tantra = seguidores da linha tradicional vishnuíta. 

6*Siddhantachára tantra = seguidores da linha de Shri Siddha, o asceta. 

7*Kaulachára tantra = seguidores da escola Kaula. 



O “caminho da esquerda”, denominado vamacháratantrik ou vamachára tantra, emprega cinco elementos, denominados panchatattwa e que estão vinculados diretamente á matéria. Afirma-se que os quatro primeiros elementos são estimulantes ou afrodisíacos para a consumação do último. Os cinco elementos são: 

1*Mádhya = o vinho ou outra bebida alcoólica 

2*Mansa = qualquer tipo de carne da terra ou do ar. 

3*Mátsya = qualquer tipo de peixe (carne do mar) 

4*Múdra = qualquer tipo de cereal tostado. 

5* Maíthuna = a relação sexual iniciática 

O “caminho da direita”, chamado dakshina cháratantrik ou dakshinachára tantra, emprega substitutos para os pancha- tattwas, trocando o vinho por líquidos não – alcoólicos e carne por vegetais; a meditação ma técnica de união entre Shiva e Shakti e a relação sexual, pela auto – entrega a Brahman. 

O estilo ou “caminho do meio”, também conhecido como shaivacháratantrik ou shaivachára tantra, é o mais flexível e o mais equilibrado de todos é notadamente conhecido pelos eruditos como “o caminho de shiva” ou “o caminho da magia branca tântrica”. O shaivachára tantra inclui tanto o caminho da esquerda como o da direita. 

MATERIAIS UTILIZADOS – UPACHÁRA TANTRA 

O tantra utiliza-se de diversos materiais para suas práticas que são: 

1*Ásana = exercícios 

2*Vastra = roupa de prática 

3*Gandha = perfume 

4*Dipa = luz 

5*Dhupa = incenso. 

6*Yantra = símbolos 



DIFERENÇAS EXISTENTES 

Tantra – Filosofia comportamental de tendência matriarcal e sensorial com liberdade e responsabilidade. 

Tantra Yoga – Sistema prático e específico que leva á iluminação da consciência por meio de recursos tântricos milenares. 

Yoga Tântrico – Qualquer tipo de yoga que aceite os princípios do tantra. Por exemplo: vidya yoga, hatha yoga, tantra yoga, etc. 

Tantra Vidya Yoga – É o ponto de vista do vidya yoga e da cultura rishi a respeito do tantrismo. 

Como tudo o que é bom é corrompido, pedimos ao leitor o máximo de cuidado ao escolher uma filosofia que trabalhe com o tantra. O tantrismo é uma filosofia iniciática, isto é, passada de mestres para discípulos, de tradição oral, sendo muito difícil encontrar um mestre verdadeiro. 

O Tantra é a Arte de Viver. Ele nos ensina e nos orienta em todas, as questões da nossa existência, inclusive na maneira de criar os filhos, cozinhar, vestir-se, relacionar-se, divertir-se. Por isso, é importante ter como orientador alguém que tenha vivenciado diretamente aquilo que é ensinado. Muitas são as técnicas, porém muitos são os embustes e os embusteiros que se dizem “gurus” do tantra. 



AS TÉCNICAS TÂNTRICAS 

Como dissemos anteriormente, o tantra é uma Arte de Viver, um estilo de vida, de comportamento e de cultura. O Vidya Yoga ou Raja Vidya Yoga como antigamente era chamado, utiliza-se do Shaivachára Tantra e do Nirishwara Samkhya. Algumas técnicas adotadas podem ser descritas publicamente; outras não. Dentre outras as de domínio público são: 

Padma dhyána – meditação sobre o lótus. 

Yamakriya Sádhana – purificação e controle. 

Chakra olhyána – ativação dos centros bioenergéticos. 

Shakti Kundaliní Sádhana – Ascensão da Energia ígnea. No vidya Yoga é estudada a metafísica e a fisiologia energética do corpo humano, suas reações psicossomáticas, as nade ou “condutos” da bioenergia, o subconsciente na tradição rishi e hindu, a morte e seus estados pós-morte com técnicas de yoganidra avançada, projeção do corpo energético, as tradições ancestrais, etc. 
CONCLUSÃO: 

Hoje, Tantra no ocidente está retomando o seu lugar. Entretanto alguns professores e curiosos sem consciência estão transformando o tantrismo em algo pejorativo e repulsivo, numa manifestação de degeneração de alguns homens e mulheres. O pensamento dos verdadeiros mestres tântricos é valorizar e cuidar do corpo como um templo, para despertar a consciência espiritual do ser humano. Nenhuma outra filosofia é tão profunda e completa quanto o tantra. 

Sua visão ampla da realidade e sua percepção íntima do interior do homem encontram um completo sistema filosófico e psicológico de autoconhecimento e auto-realização. 



(Shri Kamala Devi e Shri Vyaghra Yogi)

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Sagrado Masculino e Feminino

 


Dia após dia podemos perceber inúmeros indicadores de que nossa sociedade está doente, como a desenfreada degradação ambiental que vem ocorrendo nos últimos séculos, a inversão de valores morais, a desvalorização das virtudes e da vida em si, a exaltação da habilidade de explorar as fraquezas do próximo em nome de vantagens pessoais e as frequentes guerras e mortes que acontecem pelo mundo em nome de deuses, nações e ideologias.

O resultado disso tudo é um mundo violento e artificial, onde as pessoas buscam o Ter mais do que o Ser, e a aparência parece importar mais que a essência. E todos nós sofremos com isso, pois a sociedade produz ideais de beleza e sucesso difíceis de serem alcançados e que, mesmo quando alcançados, não trazem contentamento e paz espiritual.

Vocês percebem que a mídia vende ideais de beleza e sucesso muitas vezes materialistas e fúteis?

Cada vez mais pessoas sofrem por não terem corpos normativos ou poder aquisitivo, ou até mesmo por não encontrarem satisfação no dinheiro e nas coisas materiais. Tentando preencher o vazio espiritual com compulsões e perversões, acabamos montando o cenário perfeito para a manifestação de distúrbios alimentares, sexuais, comportamentais e psicológicos. Há uma ânsia incessante por poder, riqueza material e satisfação sensorial.

Como chegamos onde estamos

O mundo de hoje é um produto de milênios da supremacia patriarcal, que moldou valores morais, espirituais, culturais, sociais e comportamentais e foi amparada pela hierarquia religiosa masculina.

Durante anos da história, toda e qualquer manifestação da energia feminina foi negada e suprimida. Assim, instaurou-se o que vemos hoje: uma cultura exclusiva e destrutiva, repleta de violência, conquista e dominação, desequilibrada e problemática. Nossa sociedade tem sido resistente às qualidades femininas; para muitos, possuir qualidades femininas significa ser frágil, dependente ou incapaz.

Os sistemas religiosos e sociais dos últimos milhares de anos tiveram predominância masculina e patriarcal, elevando o Deus Pai acima da Mãe Terra e homens acima das mulheres. A situação atual do mundo e do ser humano é resultado de anos de soberania patriarcal e excessiva valoração de qualidades masculinas em detrimento das femininas.

Entretanto, na história encontramos vestígios e registros de diversas culturas ancestrais que louvavam o Feminino, veneravam a Deusa Mãe e viviam de forma mais igualitária, sustentável e pacífica. Nunca foi tão urgente resgatar as memórias perdidas dessas culturas matriarcais para nos inspirar a reconstruir valores para um mundo mais saudável e justo.

A importância do Sagrado Feminino

O Sagrado Feminino não se restringe a gêneros; as qualidades femininas e masculinas existem tanto nas mulheres como nos homens. Algumas pessoas naturalmente carregam em si mais características masculinas ou femininas, sendo que no mundo atual há predomínio de energia masculina e isso está afetando negativamente a todos, principalmente as mulheres. É importante ressaltar que o Sagrado Masculino também é imprescindível e deve ser resgatado e ressignificado. Eis algumas qualidades associadas a cada princípio:


 

O Princípio Feminino está relacionado à fertilidade, receptividade, criatividade e intuição; já o Princípio Masculino se expressa por meio da lógica, do poder racional, da força motriz, do ímpeto e da proteção.  Nenhuma ideia é concretizada sem que haja alguma ação, portanto, a criação sempre virá da combinação e do equilíbrio de energias masculinas e femininas.

Os Princípios Masculino e Feminino são complementares, independem de gênero e devem estar em equilíbrio para que o Ser atinja seu máximo potencial. Ambos os Princípios podem se manifestar de forma distorcida e descompensada, gerando desequilíbrios no indivíduo e na coletividade:


Portanto, é importante observar a si mesmo e identificar qual Energia está se manifestando de maneira exacerbada e trabalhar para equilibrá-la.

Em tempos de crise global e energia masculina descompensada, é necessário resgatar o poder espiritual feminino, equilibrando as polaridades. A conscientização e valorização do Princípio Feminino ajudará todas as pessoas a alcançarem saúde emocional, autoestima, equilíbrio e paz, aumentando os níveis de respeito, gentileza, tolerância e cordialidade, promovendo assim a harmonia mundial.

No Universo, os Aspectos do Divino Feminino se manifestam em  restauração, vida, renovação, criação, nascimento, cura, receptividade, abertura, carinho, amor, compreensão, compaixão, intuição, sabedoria, perdão, a lua, conexão, harmonia, sensualidade…

 Esforços para conceituar o Sagrado Feminino

O intelecto humano tem a constante necessidade de nomear e conceituar tudo. Porém, certas forças e fenômenos estão além da nossa compreensão e são muito profundos, o que torna difícil defini-los. E o potencial espiritual feminino é inefável!

A própria racionalização excessiva está ligada ao princípio masculino em desequilíbrio. É necessário criar espaço para a sensibilidade feminina, para que o SENTIR se faça mais presente.

Neste contexto, deixo um jogo de palavras e proponho uma reflexão:

RELIGIÃO vs ESPIRITUALIDADE
ACREDITAR vs SENTIR
SEGREGAR vs UNIR

Viva suas próprias experiências e contemple a beleza da existência, reconhecendo a presença do Sagrado Feminino no seu dia a dia e produzindo assim percepções únicas e individuais.

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

 

Sabe quando você conhece uma pessoa incrível e na hora do sexo sente que o mundo até desaparece, de tão boa que está sendo aquela experiência? Ou então quando você se interessa por alguém que faz seu coração acelerar, mas na hora H parece que alguma coisa deu errado entre vocês? Esses diferentes sentimentos podem ser explicados pela energia que trocamos durante o sexo.

Todas as pessoas emanam vibrações diariamente. Algumas liberam energias positivas, enquanto outras podem estar rodeadas por negatividade. Porém, o que define a nossa compatibilidade com outros indivíduos é o quanto as nossas energias combinam. Mesmo que você conheça uma pessoa que só emana positividade, talvez ela ainda não seja compatível com você.

Se tudo o que existe é energia e se trocamos energia com tudo o que interagimos, isso quer dizer que, na hora da intimidade, existe uma forte troca de energia vital. Sendo assim, no sexo, momento em que as relações são mais intensas, o corpo acaba exteriorizando toda a energia que antes estava acumulada; e, ao mesmo tempo, tem acesso a toda a frequência energética que pertence ao parceiro. Tudo isso intensificado pela proximidade e pela força dos chackras.

Casal deitado na cama abraçadas 

Esse encontro torna-se ainda mais satisfatório quando ambos os lados da relação estão na mesma frequência de energia. Isso se dá, pois os corpos compartilham “informações” que são transmitidas pela energia. Um parceiro é capaz, então, de deixar um “fio” de energia conectado ao outro, que pode ficar presente por muito tempo.

Nos relacionamentos sexuais acabamos irradiando uma quantidade enorme de energia pessoal e cada parceiro acaba deixando um pouco de sua frequência no campo magnético do outro. Essa ligação de energia é extremamente potente, podendo permanecer no corpo por anos, sendo ela responsável por aproximar a frequência de quem se relaciona dessa maneira.

Exemplificando este caso: se uma pessoa está preocupada, angustiada e cheia de problemas, cada um que se relacionar com ela compartilhará um pouco dessa preocupação. Da mesma forma, o oposto também acontece: um casal que se encontra na mesma frequência vibracional, em sintonia e harmonia, acabam trocando essa mesma carga e o prazer é ainda mais intenso.

Silhueta de um casal em frente de cortinas da janela em um quarto escuro 

Às vezes, mesmo que não tenhamos ideia do motivo, temos ótimas relações sexuais quando a sensação entre os parceiros é a de que se conhecem há muito tempo. Isso parece difícil de explicar, mas na verdade só ocorre por conta da frequência vibracional parecida em que ambos se encontram.

Essa conexão tão forte é chamada de amarra cármica e ela também merece atenção, pois pode causar sérios prejuízos quando nos relacionamos com alguém que não está em sintonia com nossas vibrações energéticas. É muito comum que, depois de transar com alguém, as pessoas sintam-se para baixo. Esse sentimento pode ser bem sutil, lembrando apenas uma preocupação ou cansaço, mas, na verdade, é exatamente aquele “fio” de energia que foi transmitido durante o sexo e que ainda está muito forte em seu corpo.

Quando isso acontece, é porque um dos parceiros estava numa baixa frequência energética e acabou compartilhando esse magnetismo.

É por isso que já presenciamos, ou ao menos ouvimos falar, de relacionamentos destrutivos. Nesses casos, sempre existe alguém que mantém-se em um campo magnético baixo, e, então, os sentimentos ruins aparecem e acabam transmitidos ao parceiro.  

Homem e mulher de olhos fechados para se beijar 

Um ponto muito importante também deve ser lembrado aqui: as amarras cármicas não têm nenhuma relação com a moral ou com o casamento. Existem, sim, muitos relacionamentos duradouros nos quais ambos os parceiros não estão em sintonia e acabam fazendo muito mal ao outro. E, por outro lado, em alguns encontros sexuais casuais pode haver uma conexão e equilíbrio energéticos impressionantes!  

Assim sendo, todos os seres humanos devem ficar muito atentos na hora em que se relacionam intimamente com outra pessoa. As vibrações de nosso corpo são responsáveis por nossa personalidade e por nosso estado de espírito, então é sempre bom ficar atento aos sinais e entender quando uma individualização pode ser bem-vinda.

Para purificar essa energia carregada que podemos receber, tente sublimar sua própria energia. Para isso, é necessária a interiorização por meio da reflexão e a conexão com o seu interior. É elevar a tensão sexual ao Plano Superior e não deixar que ela te controle e domine. Trabalhe sua energia interna para que você consiga exteriorizá-la apenas em forma de amor!

Agora, sabendo de todas essas informações, você certamente se sentirá muito mais livre para tomar suas próprias decisões e escolher com quem estará disposto a compartilhar aquilo que te dá mais vida: a energia.


Escrito por Lais Mori

A arte e o Tantra

Cada mais controverso do que conversar sobre o tantra. Talvez esta tenha sido uma das contribuições mais interessantes e contraditórias do oriente ao ocidente. Os primeiros contatos com esta prática espiritual somente chegaram na Europa no séc. XIX pelo então juizinglês  da Corte em CacutáSir John Woodroffe, que publicou um famoso livrochamdo “o poder serpentino”.

O fato é que existem varias linhas muito diferentes do tantra: jainista, budista, sikh  e hindu em várias vertentes: shaktas (envolve o rito do sagrado feminino), shivaistas (deus da destruição), vaishinavas (seguidores de Vishnu, preservador do Universo e que reencarnou em vários avatares), Ganopatas (adoradores de Ganesha– deus elefante) E Hanupatas (adoradores do deus macacoHanuman).

Independe dos mitos ou ritos de cada uma destas vertentes, todos tem algo em comum: a prática espiritual ou sádhana. Esta não nega a experiência  do mundo dos sentidos, pois é através das sensações corporais que alcançamos a realização.

Tantra é extremamente envolto em práticas de magias, amuletos, diagramas, imagens e mantras. É extremamente colorido e representa o corpo espiritual através dos chakras ou rodas de energia. Toda esta forma colorida em representar as artes e as técnicas profundas de meditação e de produção de estados modificados de consciência logo atraiu um grande numero de seguidores.

A origem precisa do Tantra é de difícil afirmação, mas historiadores em geral a colocam em torno do séc.V d.C. Segundo Feuerstein, ele foi um movimento em meio a crise do brahmanismopromovido pelas castas inferiores da Índia(pescadores, tecelões, comerciantes, lavadeiras) que estavam excluídos na espiritualidade hindu tradicional que excluía o povo da vivência espiritual. O tantra nasceu desta reação as castas religiosas e aos conceitos abstratos da filosofia Vedanta. Por isso foi uma religiosidade prática diretamente conectada ao Yoga.

Diferentemente da moral ortodoxa, o tantrismo sugeria mesmo em romper com as normas vigentes para alcançar a espiritualidade máxima. Passou a ser comum andar nus como prática de desapego, ou mesmo em alguns casos introduzir a prática da sexualidade sagrada, ingerir vinho e comer peixe.

 Embora estes ritos fossem comuns apenas para uns poucos grupos que executavam práticas de mão esquerda, isto em si, já evidenciava quão revolucionário e diverso era o tantra das representações religiosas tradicionais.

Para facilitar a iniciação ao Tantra tornou-se comum os usos de imagens coloridas de deuses, animais sagrados e a anatomia sutil e exotérica por meio de charkras coloridos (pontos de energia em forma de rodas) e os canais de energia. O objetivo do tantra estaria em despertar o “poder da serpente”, situado na base da coluna vertebral, ou região sexual e, conduzir esta energia ao topo da cabeça.

Figuras do sec XVIII

O rito da sexualidade sagrada era representado nas artes mesmo nos grupos que praticavam a retenção da energia sexual  por adotarem obrahmacharia.   A relação espiritual almejava equilibrar a energia feminina e masculina para se atingir a experiencia do divino. Neste caso a energia sexual retida garantia a ascensão da energia kundalini.

Nesta gravura há uma cena em que A deusa da Fúria Kali destrói um exército e ao final em êxtase dança sobre o corpo de Shiva que se apresenta com o lingam ereto.  O coito sagrado era uma relação não apenas mundana, mas sagrada em que mulheres e homens convertiam-se em deuses.

Na cultura religiosa budista o intercurso sexual aprece em diversas xilogravuras mostrando Buda mantendo relações sexuais com Tara, deidade feminina no budismo tibetano. O objetivo era o mesmo: alcançar a iluminação e a consciência cósmica por meio da sexualidade.

 

 

Toda esta abertura entre o sagrado e a espiritualidade acabou sendo fortemente reprimida por uma conjunção de fatores históricos: a retomada do poder por parte das castas bramânicas, as invasões islâmicas (700 a 1800 dC) e finalmente a ocupação britânica e a cultura repressiva da Era Vitoriana no séc. XIX.

Esta liberdade das artes, da sexualidade e dos ritos mágicos também exerceu influência nas relações com a natureza e o entendimento de uma mentalidade suave em relação a mãe terra. Os ritos do tantra incorporaram o princípio do ahimsa ou amor e paz condicional aos animais e a natureza, considerada a manifestação de Prakriti ou deusa da criação do mundo material.

Os Pujas tântricos substituíram os sacrifícios de animais por ritos pacíficos com flores, frutos e água. Pode-se afirmar que ao reforçar o imaginário e os mitos femininos,a violência das castas guerreiras e das castas sacerdotais patriarcais perderam sua força na representação do sagrado.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Qual a diferença entre Sexo e Tantra? OSHO

                                              

                                             


 

Seu ato sexual e o sexo tântrico são fundalmentalmente diferentes. Seu ato sexual é para aliviar; é como dar um bom espirro. A energia é jogada fora e você fica aliviado. Isso é destrutivo, não é criativo. É bom, terapêutico. Ajuda você a relaxar, nada mais.

O sexo tântrico é diametralmente oposto e completamente diferente. Não é para aliviar, não é para jogar energia fora. É para permanecer no ato sem ejaculação, sem jogar energia fora; permanecer no ato excitado — apenas na parte inicial do ato, não no final. Isso muda a qualidade — a qualidade final é diferente.

Tente entender duas coisas. Existem dois tipos de clímax, dois tipos de orgasmos. Um tipo de orgasmo é conhecido. Você chega ao pico da excitação, depois você não pode ir além disso: o fim chegou. A excitação chega a um ponto onde isso se torna involuntário. A energia pula para dentro de você e sai. Você fica aliviado, descarregado. A carga de energia é jogada; aí você pode relaxar e dormir.

Você está usando o sexo como tranquilizante. É um tranquilizante natural, o ajudará a dormir bem — se sua mente não estiver oprimida pela religião. Caso contrário, mesmo o tranquilizante não vai fazer efeito. Se sua mente não estiver oprimida pela religião, só então o sexo pode ser algo tranquilizante.

Se você sente-se culpado, mesmo seu sono será perturbado. Você se sentirá deprimido, você começará a se condenar e fará juramento de que não se entregará mais. Então o seu sono se tornará um pesadelo depois. Se você é um ser natural não oprimido pela religião e pela moralidade, então o sexo pode ser usado como um tranquilizante.

Este é um tipo de orgasmo — chegar ao pico da excitação.

O Tantra é centrado em outro tipo de orgasmo. Se nós chamarmos o primeiro tipo de orgasmo do pico, você pode chamar o orgasmo do Tantra de orgasmo do vale.

Nesse tipo de orgasmo, você não chega ao pico da excitação, mas no vale mais profundo do relaxamento. A excitação tem que ser usada por ambos no começo. É por isso que eu digo que no começo eles são iguais, mas no fim eles são totalmente diferentes.

A excitação tem que ser usada por ambos: ou você alcança o clímax da excitação ou o vale do relaxamento. Para o primeiro, a excitação tem que ser intensa — cada vez mais intensa. Você tem que crescer na sua excitação, você tem que ajudá-la a crescer em direção ao pico.

No segundo, a excitação é apenas o começo. E uma vez que o homem tenha penetrado, ambos, amante e amado podem relaxar. Nenhum movimento é necessário. Eles podem relaxar num abraço amável.

Quando o homem sentir ou a mulher sentir que a ereção vai ser perdida, então é necessário um pequeno movimento para voltar a excitação. E depois relaxe novamente. Você pode prolongar esse abraço intenso por horas, sem ejaculação, e depois ambos podem adormecer juntos. Este é o orgasmo do vale. Ambos estão relaxados, e se encontram como dois seres relaxados.

No orgasmo comum, vocês se encontram como dois seres excitados, tensos, tentando descarregar suas energias. O orgasmo comum parece loucura; o orgasmo tântrico é uma profunda, relaxante meditação.

Você talvez não esteja consciente disso, mas esse é um fato da biologia, da bioenergia, onde mostra que o homem e a mulher são forças opostas. São o negativo e o positivo, o yin e o yang, ou qualquer coisa que queira chamá-los — eles estão desafiando-se mutuamente.

E quando ambos se encontram num profundo relaxamento, eles se revitalizam um no outro. Ambos se revitalizam, tornam-se geradores, sentem-se mais vivos, tornam-se radiantes com a nova energia, e nada é perdido. Apenas pelo encontro com o polo oposto a energia é renovada.

O amor tântrico pode ser feito tanto quanto quiser. O ato sexual comum não pode ser feito da mesma forma porque você está perdendo energia ao fazê-lo, e seu corpo terá que esperar para recuperar. E quando você recupera energia, você irá perdê-la novamente. Isso parece absurdo. Sua vida inteira é gasta em ganhar e perder, recuperar e perder. Isso acabou virando uma obsessão.

A segunda coisa a ser lembrada: você talvez tenha ou talvez não tenha observado que quando você olha para os animais, você nunca os vê desfrutando o sexo. Nas suas relações sexuais, eles não estão sentindo êxtase ou desfrutando.

Olhe para os macacos, para os cães ou para qualquer outro tipo de animal. Em seus atos sexuais você não pode ver que eles estão sentindo êxtase ou desfrutando — você não pode! Parece ser um ato mecânico, uma força natural os empurrando em direção ao ato sexual.

Você já observou macacos em suas relações sexuais? Depois do ato sexual eles se separarão. Olhe para eles: não há nenhum êxtase neles, é como se nada tivesse acontecido. Quando a energia empurra pra fora, quando a energia é muita, eles a descarregam.

O ato sexual comum é exatamente como isso, mas os moralistas dizem exatamente o contrário. Eles dizem: "Não se entregue, não desfrute." Eles dizem: "Isso é como os animais fazem." Isto está errado! Os animais nunca desfrutam; só o homem pode desfrutar. E quanto mais fundo ele desfrutar, mais elevada será a humanidade. E se seu ato sexual pode torná-lo meditativo, extático — o mais alto é alcançado.

No ocidente, Abraham Maslow tornou este termo — experiência de pico — muito formoso.

Sua excitação chega até o pico, e depois cai. É por isso que, depois de todo o ato sexual, você sente uma queda. E é natural porque você está descendo de um pico. Você nunca sentirá isso depois de uma experiência com o Tantra. Você não se sente caindo. Você não pode cair além daquilo porque você está num vale. Melhor, você está subindo.

Depois que você faz sexo tântrico, você percebe que subiu, não caiu. Você sente que está com energia, mais vitalizado, mais vivo, radiante. E esse êxtase continuará por horas, até mesmo dias. Isso depende de quanto profundamente você estava.

Se você se move dentro do sexo tântrico, mais cedo ou mais tarde você perceberá que ejaculação é perda de energia. Não há necessidade disso — a menos que queira ter filhos. E com uma experiência tântrica você sentirá um profundo relaxamento durante o dia todo.

Após o ato sexual tântrico, e mesmo por dias você se sentirá relaxado — você se sentirá tranquilo, à vontade, não-violento, sem raiva, não-deprimido. E esse tipo de pessoa nunca é um perigo para os outros. Se ele puder, ele ajudará os outros a serem felizes. Se ele não puder, pelo menos ele não fará ninguém infeliz.

Só o Tantra pode criar um novo homem, esse homem que pode conhecer o eterno, o não-ego, e uma profunda não-dualidade com a existência crescerá.

Osho em O Livro do Homem

MASSAGEM ESPIRITUAL:

 



Esta é uma terapia profunda. Utiliza como instrumento a consciência do focalizador conectada à energia da Terra (forças da natureza) e à energia cósmica (forças transcendentes).

Através do toque sutil e da força da intenção, com a permissão do cliente, entra-se em um campo energético seguro e acolhedor, para liberar antigos padrões de pensamentos, traumas e conflitos, limpando, harmonizando e recarregando o corpo energético e o corpo físico.

Na sessão de Massagem, além do leve toque trabalha-se com a imposição de mãos, com a intenção de cura e com a inspiração da Consciência Superior.
O trabalho do terapeuta consiste em colocar-se à disposição e estimular a conexão com a Consciência Superior, presente em cada indivíduo, que tudo sabe e tudo pode, para reequilibrar dinamicamente as energias, promovendo a saúde e impulsionando a vida.


Tantra - O Caminho da Aceitação -

 



Terapia Tântrica

1- ACEITAÇÃO:

“O Tantra diz para aceitar tudo o que você é. Você é um grande mistério de muitas energias multidimensionais; aceite isso e se porte com cada energia com uma profunda sensibilidade, com consciência, com amor, com compreensão. Mova-se com ela! Então cada desejo se torna um veículo para ir além, cada energia se torna uma ajuda; então este mesmo mundo é o nirvana e este mesmo corpo é um templo sagrado, um lugar sagrado”. OSHO

Estamos caminhando olhando para o “ontem”, interpretando, significando e justificando a nossa vida passada, para entendermos quem somos.
Fazemos planos, traçando objetivos e metas que serão atingidas e levarão às transformações boas que acontecerão em nossas vidas no futuro, construindo este “amanhã” quando então estaremos felizes, prósperos e poderemos relaxar um pouco.

E hoje? O que vivemos hoje? Estamos vivendo realmente ou automaticamente? Cumprindo obrigações, “correndo atrás” e nos jogando exaustos na cama para dormir e reiniciar a mesma rotina no dia seguinte.
Para buscar a “felicidade rápida” , de fora para dentro, temos drogas, bebidas, comprimidos para melhorar o humor, esquecer a tristeza, para descansar, relaxar, para ter ereção, para ter prazer.

Estamos “saboreando” a vida no que ela apresenta de sabedoria, beleza, magia?
O sol continua nascendo e se pondo lindamente, a lua poderosa lá no céu, sua família, seu amor, seus relacionamentos. Onde você está?
Os “presentes” estão todos aí..

O tantra é inclusivo, o movimento terapêutico tântrico inicia-se pela aceitação profunda da pessoa por ela mesma. Para que esta aceitação seja consciente é necessário conhecer-se, sair do exterior e ir para o interior, centrar-se no sentir.

A Terapia Tântrica facilita a retomada do estar no “aqui e agora”, trazendo à consciência os desajustes que foram provocados por esta ansiedade do dia a dia, que estão em desarmonia com equilíbrio desejado pela pessoa.

Como ferramentas, uso técnicas de meditação apropriadas, exercícios, dinâmicas e massagem específica com a respiração adequada.

Inicia-se a interiorização com a aceitação, permitindo e observando o tagarelar da mente.

O contato com os pré-conceitos, julgamentos, crenças e padrões que estão presentes em nossa mente, nos trazem à consciência os sentimentos limitantes da liberdade, da alegria, paz e do prazer de cada um.

Após a tomada de consciência iniciamos amorosamente, o caminho da aceitação, transformação e superação de cada um dos limites.


O tempo de duração depende de cada processo, da disponibilidade de cada um de encontrar-se, permitir-se e amar-se.
O retorno ao equilíbrio interior, o sentimento de prazer que brota de dentro para fora, trazendo alegria de viver, farão com que a pessoa se torne mais amorosa e valorize a simplicidade e a beleza da vida.
Esta melhora na auto estima, facilita o relacionamento com outras pessoas e promove o bem estar físico e mental.

A Terapia Tântrica age como terapêutica auxiliar e não se propõe a curar doenças, distúrbios ou depressão.

Sou grato pela sua disponibilidade.
Amorosamente,
Daniel Carletti

www.instagram.com/daniel_tantralotus